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⚖️ Capacidade Civil – Arts. 3º, 4º e 5º do Código Civil

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Domine a capacidade de direito e de fato, as incapacidades absoluta e relativa, as causas de cessação e a emancipação

A capacidade civil é a aptidão para exercer, por si mesmo, os atos da vida civil. Entenda a diferença entre capacidade de direito (de gozo) e capacidade de fato (de exercício), as hipóteses de incapacidade absoluta (art. 3º do CC) e relativa (art. 4º do CC), as causas de cessação da incapacidade (art. 5º) e a emancipação. Conteúdo com exemplos práticos, quadros comparativos e dicas infalíveis para a prova.

📍 FocoQuestoes – Direito Civil

⚖️ Capacidade Civil – Arts. 3º, 4º e 5º do Código Civil

Domine a capacidade de direito e de fato, as incapacidades absoluta e relativa, as causas de cessação e a emancipação

A capacidade civil é a aptidão para exercer, por si mesmo, os atos da vida civil. Ela se distingue da personalidade jurídica – enquanto toda pessoa tem personalidade (aptidão para ser titular de direitos), nem toda pessoa tem capacidade de fato para exercê-los pessoalmente. Neste post, você vai dominar a diferença entre capacidade de direito e capacidade de fato, as hipóteses de incapacidade absoluta (art. 3º do CC) e relativa (art. 4º do CC), as causas de cessação da incapacidade (art. 5º) e a emancipação. Tudo com exemplos práticos, quadros comparativos e dicas infalíveis para a prova.

Vamos abordar:

  • Conceito de capacidade civil – aptidão para exercer atos da vida civil
  • Capacidade de direito × capacidade de fato – a distinção fundamental
  • Incapacidade absoluta (art. 3º) – quem são, representação e nulidade dos atos
  • Incapacidade relativa (art. 4º) – quem são, assistência e anulabilidade dos atos
  • Cessação da incapacidade (art. 5º) – maioridade e emancipação
  • Emancipação – voluntária, judicial e legal
  • Impacto da Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência)
  • Dicas para a prova

Vamos lá!

1. Conceito de Capacidade Civil

Capacidade civil é a aptidão que a pessoa tem de adquirir e exercer direitos na ordem civil. Em outras palavras, é a medida da autonomia que o ordenamento jurídico concede a cada pessoa para praticar atos jurídicos por si mesma.

A doutrina distingue dois planos da capacidade:

Capacidade de Direito (ou de Gozo)

  • É a aptidão genérica para ser titular de direitos e obrigações.
  • Toda pessoa tem capacidade de direito, desde o nascimento com vida.
  • Decorre da personalidade jurídica.
  • Exemplo: um recém-nascido pode ser herdeiro ou proprietário de bens.

Capacidade de Fato (ou de Exercício)

  • É a aptidão para exercer pessoalmente os atos da vida civil.
  • Nem toda pessoa tem capacidade de fato – depende da idade e do discernimento.
  • É a regra para os maiores de 18 anos e capazes.
  • Exemplo: um adulto pode comprar, vender, casar e fazer contratos por si mesmo.

📌 Dica: A capacidade de direito é absoluta e universal – todas as pessoas a têm. A capacidade de fato é a regra, mas pode ser limitada por incapacidade absoluta ou relativa. A banca adora perguntar sobre essa distinção!

2. Incapacidade Absoluta (Art. 3º do CC)

Art. 3º do CC – São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil:
I – os menores de 16 (dezesseis) anos;
II – (revogado pela Lei 13.146/2015 – Estatuto da Pessoa com Deficiência);
III – os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.

Com a Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência), o inciso II do art. 3º foi revogado. Agora, apenas os menores de 16 anos e aqueles que não puderem exprimir sua vontade são absolutamente incapazes. Pessoas com deficiência não são mais consideradas absolutamente incapazes.

Quem são os absolutamente incapazes?

  • Menores de 16 anos – a idade é o critério objetivo.
  • Pessoas que não podem exprimir sua vontade – por causa transitória (ex: coma) ou permanente.
  • Não se incluem mais as pessoas com deficiência mental (art. 3º, II – revogado).

Efeitos da Incapacidade Absoluta

  • Devem ser representados por pais, tutores ou curadores.
  • Os atos por eles praticados sem representação são NULOS (art. 166, I).
  • A nulidade é absoluta – pode ser alegada por qualquer interessado.

📌 Dica: A revogação do inciso II do art. 3º pela Lei 13.146/2015 é um dos temas mais cobrados em provas recentes. Decore: absolutamente incapazes = menores de 16 anos + quem não pode exprimir vontade.

3. Incapacidade Relativa (Art. 4º do CC)

Art. 4º do CC – São relativamente incapazes a certos atos, ou à maneira de os exercer:
I – os maiores de 16 e menores de 18 anos;
II – os ébrios habituais e os viciados em tóxico;
III – aqueles que, por deficiência mental, tenham o discernimento reduzido;
IV – os pródigos.

Quem são os relativamente incapazes?

  • Maiores de 16 e menores de 18 anos – o critério é a idade.
  • Ébrios habituais e viciados em tóxico – dependência química.
  • Deficiência mental com discernimento reduzido – não absoluta.
  • Pródigos – pessoas que dissipam seu patrimônio de forma descontrolada.

Efeitos da Incapacidade Relativa

  • Devem ser assistidos por pais, tutores ou curadores.
  • Os atos por eles praticados sem assistência são ANULÁVEIS (art. 171, I).
  • A anulabilidade é relativa – só pode ser alegada por quem de direito.

📌 Dica: A diferença entre absoluta e relativa é um dos pontos mais cobrados em provas. Absoluta = representação + nulidade; Relativa = assistência + anulabilidade. Decore essa distinção!

4. Cessação da Incapacidade (Art. 5º) e Emancipação

Art. 5º do CC – A menoridade cessa aos 18 (dezoito) anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.

A emancipação é a antecipação da capacidade plena antes dos 18 anos. Ela pode ocorrer de três formas:

Emancipação Voluntária

  • Concedida pelos pais (ou por um deles, na falta do outro).
  • Feita por instrumento público, independentemente de homologação judicial.
  • O menor deve ter 16 anos completos.

Emancipação Judicial

  • Concedida pelo juiz, ouvido o tutor.
  • Ocorre quando o menor tem 16 anos completos e o tutor entende que ele já tem discernimento para os atos da vida civil.

Emancipação Legal (por fatos)

  • Ocorre automaticamente por fatos previstos em lei.
  • Exemplos: casamento, exercício de emprego público, colocação em economia (ter negócio próprio) ou formação em curso superior.

📌 Dica: A emancipação é um dos temas mais cobrados em provas de Direito Civil. Decore as três formas e os requisitos de cada uma. A emancipação legal (por fatos) é a que mais cai em questões objetivas.

5. Quadro Comparativo – Incapacidade Absoluta × Relativa

Critério Incapacidade Absoluta Incapacidade Relativa
Quem são? Menores de 16 anos; quem não pode exprimir vontade Maiores de 16 e menores de 18; ébrios, viciados, pródigos, deficientes mentais com discernimento reduzido
Regra Representação Assistência
Consequência dos atos Nulos (art. 166, I) Anuláveis (art. 171, I)
Exemplo Criança de 10 anos compra um carro → ato nulo Jovem de 17 anos compra um carro sem assistência → ato anulável

6. Quadro Comparativo – Capacidade de Direito × Capacidade de Fato

Critério Capacidade de Direito Capacidade de Fato
Conceito Aptidão para ser titular de direitos Aptidão para exercer direitos pessoalmente
Quem tem? Todas as pessoas (desde o nascimento) Nem todos – depende da idade e do discernimento
Exemplo Recém-nascido pode ser herdeiro Adulto pode comprar, vender, casar

7. Impacto da Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência)

A Lei 13.146/2015 (Estatuto da Pessoa com Deficiência) trouxe mudanças significativas para o regime de incapacidades no Código Civil:

  • Revogou o inciso II do art. 3º – pessoas com deficiência não são mais absolutamente incapazes.
  • Manteve o inciso III do art. 3º – quem não pode exprimir vontade (por causa transitória ou permanente) continua absolutamente incapaz.
  • Alterou a curatela – passou a ser medida excepcional, restrita a atos de natureza patrimonial e negocial.
  • Pessoa com deficiência – agora é relativamente incapaz (se tiver discernimento reduzido) ou plenamente capaz (se tiver discernimento pleno).

📌 Dica: A Lei 13.146/2015 é o tema mais atual sobre capacidade civil. As bancas adoram perguntar sobre a revogação do inciso II do art. 3º e a nova sistemática da curatela. Fique atento!

8. Jurisprudência – STJ e STF

STJ – Capacidade da Pessoa com Deficiência

O STJ tem entendimento de que, com a Lei 13.146/2015, a pessoa com deficiência não é mais absolutamente incapaz, devendo ser reconhecida sua plena capacidade civil, salvo se houver redução do discernimento para atos específicos.

STJ – Incapacidade Relativa e Curatela

O STJ tem decidido que a curatela de pessoa com deficiência deve ser limitada a atos de natureza patrimonial e negocial, sem interferência nos direitos de livre desenvolvimento da personalidade.

📌 Dica: O STJ tem diversos precedentes sobre a capacidade civil da pessoa com deficiência após a Lei 13.146/2015. A tendência é reconhecer a plena capacidade, salvo hipóteses excepcionais.

9. Resumo Visual – Capacidade Civil

📌 Capacidade de Direito

  • Todos têm
  • Aptidão para direitos
  • Decorre da personalidade

📌 Capacidade de Fato

  • Nem todos têm
  • Aptidão para exercer
  • Regra: 18 anos

📌 Incapacidades

  • Absoluta: representação + nulidade
  • Relativa: assistência + anulabilidade
  • Lei 13.146/2015: alterou o art. 3º

10. Dicas para a Prova

Para acertar as questões sobre capacidade civil, memorize:

  • Capacidade de direito ≠ capacidade de fato – a banca adora confundi-las. Todos têm a primeira; nem todos têm a segunda.
  • Incapacidade absoluta (art. 3º): menores de 16 anos + quem não pode exprimir vontade. Atos são nulos.
  • Incapacidade relativa (art. 4º): maiores de 16 e menores de 18 + ébrios, viciados, pródigos, deficientes mentais com discernimento reduzido. Atos são anuláveis.
  • Lei 13.146/2015: revogou o inciso II do art. 3º – pessoas com deficiência NÃO são mais absolutamente incapazes.
  • Emancipação: voluntária (pais), judicial (juiz) e legal (fatos: casamento, emprego público, economia própria, curso superior).
  • Curatela: com a Lei 13.146/2015, passou a ser medida excepcional, restrita a atos patrimoniais e negociais.

📌 Mnemônico – Incapacidade Absoluta (art. 3º):
16 + V” – 16 anos (menores de 16) + Vontade (quem não pode exprimir).

📌 Mnemônico – Incapacidade Relativa (art. 4º):
16-18 + ÉVIP” – 16-18 anos (maiores de 16 e menores de 18) + Ébrios, Viciados, Impedidos (deficientes mentais), Pródigos.

📌 Mnemônico – Emancipação:
V J L” – Voluntária (pais) → Judicial (juiz) → Legal (fatos).

11. Conclusão

A capacidade civil é um dos temas mais fundamentais do Direito Civil. Dominar a distinção entre capacidade de direito e capacidade de fato, as hipóteses de incapacidade absoluta e relativa e as formas de emancipação é essencial para qualquer concurso jurídico.

Na prova, o foco principal está nos arts. 3º, 4º e 5º do CC – especialmente a revogação do inciso II do art. 3º pela Lei 13.146/2015 e a distinção entre nulidade e anulabilidade.

🚀 Continue praticando com nossos simulados e revise os demais temas de Direito Civil!

📝 10 Questões – Capacidade Civil

SIMULADO 01
Capacidade de Direito × Capacidade de Fato

Com base no Código Civil, julgue o item a seguir.

A capacidade de direito (ou de gozo) é a aptidão para adquirir direitos e contrair obrigações, sendo atribuída a toda pessoa, enquanto a capacidade de fato (ou de exercício) é a aptidão para exercer pessoalmente os atos da vida civil.


SIMULADO 02
Incapacidade Absoluta

Com base no Código Civil, julgue o item a seguir.

São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os menores de 16 anos e os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.


SIMULADO 03
Lei 13.146/2015

Com base na Lei 13.146/2015, julgue o item a seguir.

A Lei 13.146/2015 manteve a previsão de que pessoas com deficiência mental são absolutamente incapazes, nos termos do art. 3º, II, do CC.


SIMULADO 04
Incapacidade Relativa

Com base no Código Civil, julgue o item a seguir.

São relativamente incapazes os maiores de 16 e menores de 18 anos, os ébrios habituais, os viciados em tóxico, os que, por deficiência mental, tenham discernimento reduzido, e os pródigos.


SIMULADO 05
Efeitos da Incapacidade Absoluta

Com base no Código Civil, julgue o item a seguir.

Os atos praticados por absolutamente incapazes, sem a devida representação, são nulos.


SIMULADO 06
Efeitos da Incapacidade Relativa

Com base no Código Civil, julgue o item a seguir.

Os atos praticados por relativamente incapazes, sem a devida assistência, são anuláveis.


SIMULADO 07
Emancipação

Com base no Código Civil, julgue o item a seguir.

A emancipação pode ser voluntária (concedida pelos pais), judicial (concedida pelo juiz) ou legal (por fatos previstos em lei).


SIMULADO 08
Emancipação Legal

Com base no Código Civil, julgue o item a seguir.

São exemplos de emancipação legal (por fatos) o casamento, o exercício de emprego público, a economia própria e a formação em curso superior.


SIMULADO 09
Curatela e Lei 13.146/2015

Com base na Lei 13.146/2015, julgue o item a seguir.

Com a Lei 13.146/2015, a curatela passou a ser medida excepcional, restrita a atos de natureza patrimonial e negocial, sem interferência nos direitos de livre desenvolvimento da personalidade.


SIMULADO 10
Cessação da Menoridade

Com base no Código Civil, julgue o item a seguir.

A menoridade cessa aos 18 anos completos, quando a pessoa fica habilitada à prática de todos os atos da vida civil.



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